Parto

Escolha seu parto!

gravida

Presente na mídia diariamente, notícias e discussões sobre violência obstétrica pipocam como nunca. Mulheres vem sofrendo a anos este tipo de violência, mas o assunto nunca esteve tão em voga como ultimamente. São casos e mais casos divulgados a todo o instante, relatos de parto, denúncias, etc. E juntamente com todas estes debates, vem surgindo projetos de lei visando proteger as mulheres  e dar a elas o direito (como assim?precisa de uma lei para isso?) de escolher de que maneira querem ter seus bebês.

Com as cesáreas altamente na moda, o parto normal parece ter virado o vilão da história, colocando em risco a vida das gestantes e seus bebês! Hello!! Cesárea é uma cirurgia como outra qualquer, com todos os riscos implicados. Minha bisavó teve 9 filhos de parto normal, em casa, lépida e faceira. Nem sonhava em fazer cesárea. Mas parece que os tempos mudaram…mulheres que optam pelo parto normal são chamadas de loucas. E muitas acabam entrando na faca por influência de amigas, vizinhas e obstetras ávidos por tempo e dinheiro (o que será que rende mais: um parto normal de 12 horas ou algumas cesáreas e muitas consultas neste mesmo período de tempo?)

Bem, mas graças a todo este movimento do parto humanizado, do fim à violência obstétrica e tudo o mais, estão sendo elaborados projetos de lei que vem unir forças nesta luta.

Já tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, um projeto de lei que obriga médicos e profissionais da saúde a darem prioridade ao parto normal e humanizado. De autoria do deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ), o Projeto de Lei número 7633/14 propõe que, desde o início da gestação, a mulher tenha autonomia para decidir o seu parto. Segundo uma nota oficial divulgada na última semana pela Câmara dos Deputados, haverá um “documento, no qual ficarão registradas todas as suas opções, como as equipes de acompanhamento, o tipo de parto que prefere e o local onde quer que ocorra. Qualquer alteração no plano deverá ser anotada no prontuário pelo médico responsável com a justificativa clínica da mudança”.

Além desse documento, os médicos deverão dar prioridade à execução do parto normal, sem procedimentos muito invasivos e, logo após o nascimento, o bebê deverá ser rapidamente colocado em contato com a mãe – a exceção surge apenas nos casos de emergência. Os profissionais ou instituições que não cumprirem a lei, caso seja aprovada, poderão ser punidos judicialmente.

O projeto ainda prevê o surgimento de comissões, que terão a função de monitorar o número de cesarianas realizadas nos hospitais. De acordo com a nota oficial da Câmara dos Deputados, a cesariana não poderá exceder a 15% dos partos realizados nos hospitais. As instituições que ultrapassarem a meta serão comunicadas.

O texto ainda será analisado pelas comissões de Educação; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, para depois ser levado à votação na Câmara.

Vamos ficar na torcida!!!

 

 

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