Gravidez, Saúde da Mamãe

Síndrome do Túnel do Carpo: já ouviram falar?

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Minha primeira gestação foi super tranquila. Tive aqueles enjoos iniciais, que passaram aos 3 meses. Depois foi só curtir. Na segunda sofri até o quinto mês com sialorréia (falarei disso no próximo post). Mas a terceira veio com tudo!! Senti coisas que nem sabia que existiam. Uma delas foi a “Síndrome do Túnel do Carpo”, que, confesso, tive que pesquisar para saber do que se tratava.

A Síndrome do Túnel do Carpo surge pela compressão do nervo mediano do punho, geralmente como decorrência de um aumento do edema ou alterações posturais.

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Essa síndrome habitualmente surge durante o último trimestre da gravidez. Foi exatamente o que ocorreu comigo. Comecei a sentir os sintomas por volta de 32 semanas de gestação, mas no princípio nem me dei conta que poderia ser um sintoma decorrente da gravidez.

Os sintomas principais são dor, queimação, dormência do indicador e dos dedos médios, falta de destreza ao utilizar a mão, diminuição da força muscular, secundariamente à perda da função do polegar. Os sintomas fazem com que a gestante desperte durante a noite, e eu acordava praticamente sem sentir o braço. No início era uma dormência leve que foi aumentando com o passar dos dias.

O tratamento durante a gestação consiste em imobilização do punho na posição neutra com os dedos livres para permitir as atividades do dia a dia. Algumas vezes, o uso é necessário apenas durante a noite, para evitar a hiperflexão do punho, que tende a reduzir o espaço disponível no túnel do carpo. Confesso que era bem desconfortável dormir com o braço imobilizado. Durante o dia, alternava períodos com a tala e outros sem.

Outras indicações da médica (neste caso, o indicado é consultar com um fisiatra) foram aplicação de gelo, de 2 a 3 vezes por dia, fisioterapia no mínimo 3 vezes por semana, drenagem linfática para reduzir edema, terapia manual e alongamentos para melhorar a função e aumentar a formação de líquido sinovial. O uso de medicamentos deve ser avaliado pelo médico obstetra, já que nem todo o medicamento pode ser administrado no período gestacional.

Geralmente, os sintomas são resolvidos no pós-parto, podendo permanecer durante todo o primeiro mês.

É importante salientar que a falta de tratamento pode levar a um agravamento dos sintomas, causando muita dor e desconforto e diminuindo consideravelmente a força e mobilidade da mão atingida. Isto pode impedir que a mamãe cuide de seu bebê após o nascimento.

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